Lesão por Esforço Repetitivo (LER): Saiba como tratar e prevenir futuros problemas

Lesão por Esforço Repetitivo (LER)

Se você já sentiu uma dor incômoda e recorrente, principalmente nos membros superiores e nos dedos, saiba que ela pode ter sido gerada por simples repetição.

Entre os sintomas mais comuns na Lesão por Esforço Repetitivo (LER), você pode sentir:

  • dor
  • inflamação
  • formigamento
  • queimação
  • inchaço
  • redução da mobilidade
  • redução da amplitude de movimento
  • fadiga muscular

A LER é causada por qualquer atividade que aplique movimentos repetitivos e sem pausas por longos períodos, como:

  • digitar
  • usar o mouse
  • operar máquinas (britadeiras, parafusadeiras, etc)
  • prática de esportes
  • postura ruim
  • trabalhar em linhas de montagem e de produção
  • trabalhos manuais como crochê e tricô
  • tocar instrumentos musicais
  • entre outros

E por ser uma lesão cada vez mais comum nos ambientes de trabalho, ela também é conhecida como Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho (DORT).

Mas é bom deixar claro que a Lesão por Esforço Repetitivo não é uma doença.

Ela é uma síndrome que abrange um grupo de doenças que afetam músculos, nervos e tendões, principalmente dos membros superiores.

Algumas dessas doenças são:

  • Tendinite
  • Bursite
  • Tenossinovite
  • Epicondilite
  • Dedo em gatilho
  • Mialgias
  • Síndrome do túnel do carpo

As dores e inflamações ocorrem pela sobrecarga do sistema musculoesquelético.

Mas não se engane…

As Lesões nem sempre são causadas por um esforço repetitivo.

Postura incorreta, estresse, vibração ou qualquer movimento que exija muita força também pode se transformar em LER.

 

Identificando o problema

Às vezes pode ser difícil localizar a causa direta da lesão.

Por isso é tão importante o diagnóstico correto.

Os médicos ortopedista, fisiatra, traumato, reumatologista e especialista em membro superior são os mais indicados para um diagnóstico preciso.

Já os especialistas em Medicina do Trabalho (geralmente disponíveis na própria empresa ou convênio) são os mais indicados para relacionar a lesão com a atividade remunerada.

Mesmo assim, é bom você chegar no consultório já sabendo o tipo de dor que está sentindo.

Passar a informação correta facilita o trabalho do médico e deixa o diagnóstico mais rápido.

Podemos classificar as Lesões por Esforço Repetitivo em 4 fases diferentes:

  • 1. Fraca: apenas dor indefinida, que melhora com repouso.
  • 2. Moderada: maior grau de dor, com calor e formigamento. Ainda melhora com repouso.
  • 3. Forte: aumento do processo inflamatório, dor não melhora com repouso e redução de movimentos simples
  • 4. Muito forte: dor muito intensa, mesmo em repouso, com incapacidade funcional (temporária ou não) e irradiação da dor em todo o membro afetado.

A partir da fase 3 o tratamento pode envolver muito mais tempo, exames e fisioterapia.

E por isso é tão importante identificar o problema no estágio inicial, evitando que a dor aguda se torne crônica.

 

Como tratar uma Lesão por Esforço Repetitivo

Aqui, a palavra-chave é repouso do membro, durante o efeito dos anti-inflamatórios.

Em fases mais avançadas, também pode ser receitado o uso de corticoide via oral ou injetado na área da lesão.

 

Fisioterapia no tratamento da LER

Após o diagnóstico e tratamento da dor aguda, é hora de reabilitar o membro afetado.

Nessa caso, é a fisioterapia ortopédica que ajuda no tratamento da lesão.

De acordo com o tipo de lesão, o fisioterapeuta pode estipular uma série de exercícios:

  • aquecimento, pra aumentar a irrigação dos músculos e tendões.
  • fortalecimento muscular em torno da área afetada.
  • alongamentos que podem ser feitos nos intervalos do seu trabalho/atividade.
  • entre outros.

E dependendo da área afetada, a correção postural pode ser a chave pra reabilitação completa.

Já os casos mais simples podem nem precisar de fisioterapia, bastando tomar cuidado pra não se lesionar novamente.

Além disso, experimente caminhadas mais longas pela manhã e nos seus intervalos.

Muitos especialistas indicam a caminhada como um dor melhores aliados no tratamento da Lesão por Esforço Repetitivo.

Caminhar estimula a liberação de endorfina, uma substância que ajuda no relaxamento, no alívio da dor e na redução do estresse.

 

Prevenção: 3 formas de evitar LER/DORT

De nada adianta tratar e resolver o problema, se você continuar se movimentando da mesma forma.

Em muitos casos, como nas tarefas do trabalho, é quase impossível mudar isso sem envolver uma mudança na rotina de toda a empresa ou do setor.

Mas você pode reduzir o impacto dessas atividades no seu corpo, apenas seguindo algumas dicas:

 

1. Postura correta

Tente manter as costas eretas ao longo do dia.

Uma coluna fraca pode desestabilizar os músculos de outras partes do corpo, já que eles precisam fazer um esforço muito maior para compensar a postura errada.

No caso de trabalho com máquinas ou equipamentos, você deve se posicionar de forma que não precise curvar ou torcer o tronco com muita frequência.

 

2. Mais intervalos de descanso

Ao trabalhar sentado(a) por muito tempo, experimente fazer pequenas pausas para esticar as pernas, caminhar, se alongar ou só pra se mexer um pouco.

Se preciso, use um despertador no celular como lembrete.

Fazer pequenos intervalos (de 1~5 minutos) ajuda a evitar a repetição prolongada e, de quebra, melhora sua produtividade.

 

3. Assento correto

No trabalho ou em casa, procure usar uma cadeira confortável, anatômica e com encosto, que seja adequada ao seu tamanho e ao tipo de atividade.

E desenvolva o hábito de corrigir a postura sempre que puder.

Com o tempo, isso se torna natural pra você e traz vários benefícios a longo prazo.

 

Além de tudo isso, sempre use o bom senso.

A Lesão por Esforço Repetitivo não afeta só pessoas que trabalham em funções repetitivas.

Quem usa o computador por lazer ou assiste TV por muitas horas, também pode desenvolver uma lesão assim.

E lembre-se:

Qualquer parte do corpo pode ser afetada, se exposta a traumas contínuos.

A síndrome pode se desenvolver na lombar, se houver uma sobrecarga na região.

Ou então no tornozelo, se a pessoa gera muito impacto correndo sem o devido reforço muscular.

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